Ah! O novo?!

 


Ahhh, o novo!
Tudo que é novo, temos pra nós, que é empolgante, incrível e espetacular.

"Eu adoro sair da minha "zona de conforto""

"Zona de conforto", expressão muito usada em tempo de coaching. Sair dela é algo que todo mundo diz que faz. Mas será que faz mesmo?


Stephen se gabava por ser o melhor dos melhores, que adorava novidades e DESAFIOS. Adorava mesmo?

Vemos, durante o filme do Estranho, ele tendo que retroceder quando o assunto é desconhecido, mesmo tendo orgulho de quem era e dominar o que fazia, ter que aceitar que o novo (O NOVO MESMO) o assustava.

E assim como ele, somos assim. Adoramos achar que podemos fazer coisas completamente diferentes do que fazemos. Que desafios é com a gente mesmo. Mas quando a prova, a VERDADEIRA aparece, damos pra trás.

É fácil quando o desafio é bom, e vai te tomar somente algumas horas de vida. Um Bungee jumping, um mergulho no mar aberto, aprender a andar de patins. Enfim, desafios bons que na verdade de desafios mesmo não tem muita coisa.

O problema é quando aparece AQUELA mudança. Aquele desafio de chefão final, que REALMENTE apavora. E esses geralmente são assustadores e não legais. Isso mesmo, nesse momento você deve estar se recordando de algum que você passou ou está passando agora. Aquela situação que te tira o sono, que te faz comer de menos ou de mais. Que te deixa impaciente, estressado, irritado. É aqui que realmente você sai da sua "zona de conforto".

O assustador e complicado mundo novo que não se conhece, mas se teme só de falar. Uma falência, um final de relacionamento, problemas de saúde, a morte. Problemas, melhor: DESAFIOS de verdade. Aquele que realmente precisam te reinventar e te fazer cuspir suas convicções antigas e te obrigar a engolir novas. MUDAR de VERDADE. Se REINVENTAR de verdade.

Você deve estar pensando: "Blz, mas quem é que gosta dessa mudanças ruins? Masoquistas?"

Ninguém gosta. Mas são elas que mudam o jogo. Elas que realmente MUDAM quem você é. E é elas que você mais evita, mesmo quando elas estão na sua casa, na sua vida, no seu caminho.

Você pode evitá-las sim, mas só por um tempo. Porque em algum momento elas virão. Sem pedir permissão, com os dois pés na porta da sua vida, exigindo que você mude. Nessa hora a fechadura maior vai te assustar.

E é aqui que realmente a prova acontece. Você pode tentar ignorar, fugir, sair pela tangente, mas em todo lugar que você escapa, ela está lá, te esperando pra esfregar a realidade na cara.

Entender que NÃO DÁ PRA CONTROLAR TUDO O TEMPO TODO, é o que mais vai te dar forças para enfrentar a luta. As coisas acontecem sem nos pedir permissão, e é nossa capacidade de adaptação e enfrentamento que vai nos ajudar a superar a batalha mais ou menos rápido.

ACEITAR E ENFRENTAR, não CORRER E DEBANDAR. Se alguém morreu, tenho que me ajudar a superar, preciso do que? Psicólogo? conversar? Um hobbie? Então eu vou atrás e não fico correndo do problema. É doença o problema, preciso entender o que melhor caminho pra ir, mas PRECISO fazer algo. Separação? O que fazer sozinho? como superar essa perda? Sair mais? Se aproximas de amigos? Família? Enfim, achar um caminho para ENFRENTAR.

Eu li uma vez em um livro sobre crises. Lá dizia que ela pode ser boa, se você olhar sob a ótica de depois que ela passa:
No começo você estava ali, vivendo uma vida normal, de repente a crise aparece. E vai doer, vai incomodar. É como se você se sentisse sufocado, em um lugar apertado, e tivesse que fazer muita força pra sair de lá. E é isso mesmo. É como se seu corpo fosse uma roupa antiga e sua força estivesse maior que esse roupa. Maior porque está aprendendo, está crescendo como pessoa, e agora precisa sair de invólucro apertado e vestir um uniforme novo. Mas esse processo de rompimento dessa casca é muito penoso e dá muito trabalho. Mas ao superar tudo e casca velha se romper, você se sente mais forte, mais preparada, mais realizado.

Isso se chama curva de aprendizagem. Sem alguns sofrimentos ficaria muito difícil aprender algumas coisas. E é por isso que precisamos da dor, ela nos ensina, nos faz mais forte.

Pular de paraquedas nos ensina muito. Mas falir, não desistir e se reerguer nos ensina muito mais.

Eu não gosto muito de motivação de boteco, com frases motivacionais "porque sim". Também não gosto de obrigatoriedade de ser feliz o tempo todo. Mas eu sei também que esse texto tem uma visão otimista demais sobre os problemas, mas não era bem isso que eu queria passar nele. Queria mostrar que a realidade de enfrentar é melhor que a de fugir do seu problema.

Espero de verdade que você tenha refletido, nem que seja um pouco sobre suas dificuldade, e talvez encontre, nem que seja, uma chance em 14 milhões de enfrentar seus problemas.

Inspire-se

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