O maior e mais longo estudo sobre a Felicidade


Essa é sem dúvidas uma das cenas mais emocionantes do filme do Pantera.

T'Chaka ensinando pro seu filho o segredo para governar e ser feliz.

E não é que é assim mesmo? Quantas vezes você tentou fazer algo sozinho e não rolou? Acho que já entendeu o objetivo central desse texto. Quero te falar de como as pessoas que nos amam e que amamos são importantes para uma vida feliz e realizada.


E se pudéssemos mapear uma vida toda, desde a adolescência até a velhice, para saber o que nos deixa mais feliz? Um estudo assim aconteceu. O mais longo estudo sobre a felicidade. O estudo do desenvolvimento adulto de Harvard.

Foram 75 anos acompanhando 724 homens. Acompanhando a saúde, trabalho, realização, lazer, tristezas, etc. O quarto diretor do projeto, Robert Waldinger é o porta voz do momento, contando o que houve e quais as conclusões desse estudo que ocorre desde 1938.

Quando entraram no estudo, os adolescentes foram entrevistados, fizeram exames médicos dos mais variados, escaneamento dos cérebros, exames de sangue, entrevistas e entrevistas com o jovem, seus pais, amigos e professores. Foi tudo muito minucioso. Havia também psicólogos para saberem das suas maiores angustias, anseios e sucessos.

Esse processo se repetia a cada 2 anos. Durante a trajetória de vida desses jovens aconteceu de tudo. Variadas profissões, experiências, moradias. Teve alguns alcoólatras e até mesmo esquizofrênicos. Alguns subiram de vida, outros desceram. Mas, depois de tudo isso, qual foi a conclusão tirada? O que deu pra aprender com os 75 anos dessas vidas?

Vamos lá. Primeiro, não foi a riqueza e a fama os principais agentes da felicidade, mas sim, os bons relacionamentos que os deixaram mais felizes e mais saudáveis.


Surpreso? Pera que tem mais. Três lições muito importantes foram tiradas:


1- Conexões sociais fazem muito bem pra gente. Já a solidão mata. Pessoas mais ligadas a família, amigos e comunidade vivem mais e mais felizes. Já a solidão é tóxica. Isso deixa verdadeira a frase: "Felicidade deve ser compartilhada", retirada do filme - Na natureza selvagem. Pessoas mais solitárias, que não tem a conexão com outras, que não possuem laços, na meia idade tendem a ficar mais doentes e seu cérebro deteriora mais cedo, deixando suas vidas mais curtas

2 - O número de amigos ou familiares não influencia. Podemos estar sozinhos no meio da multidão ou mesmo em um casamento. O que interessa é a qualidade desses relacionamentos. Relacionamentos conturbados ou rasos podem ser piores para nós que o próprio divórcio. Quando os homens fizeram 80 anos os pesquisadores resolveram fazer uma analise dos últimos 30 anos e entender o que aconteceu. De acordo com os dados, não foi o colestrol ou a diabetes que os fizeram ter ou não uma vida melhor, mas sim a qualidade dos seus relacionamentos. Pessoas de 50 anos, felizes no seu relacionamento, envelheceram muito melhor e mais saudáveis.

3 - Relacionamento felizes não protegem somente os corpos, mas também os cérebros. Se durante sua vida você sentiu que tinha pessoas em quem confiava e podia contar com essas pessoas, saiba que suas memórias serão muito melhores preservadas e por mais tempo.

Esse estudo, que continua com 60 homens ainda vivos com mais de 90 anos, na verdade só vem afirmar a sabedoria antiga e o bom senso de que precisamos de pessoas para amar e sermos amados. Precisamos nos dedicar aos outros além de nós mesmos. Precisamos ser menos egoístas e mais altruístas. E mesmo sabendo de tudo isso, insistimos em não entender, em ignorar, em continuar em nosso mundo narcisista.

Eu sei que relacionamentos são difíceis, gastam energia, tempo, dedicação, e da muito trabalho zelar pelas pessoas que gostamos. Mas o ensinamento é esse, zelar por quem amamos. E mesmo em momentos de brigas e afastamento, talvez guardar rancor e mágoas não seja a resposta certa, talvez a ideia de amar seja o que precisamos. Pense nisso, sua saúde física e mental depende de como você se relaciona com as pessoas que ama. Acho que no final amar seja a resposta que você tanto procurava.

Inspire-se


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